Rev. Agnaldo Pereira Gomes: 36 anos de ministério

Culto de jubilação marcou momento histórico de serviços à IPIB e ao reino de Deus

 

A noite de 19 de setembro de 2026 foi histórica para a trajetória ministerial do Rev. Agnaldo Pereira Gomes. Mais que um culto de jubilação, naquele sábado ocorreu uma celebração de gratidão a Deus na Sexta IPI de Sorocaba (SP), com a presença de aproximadamente 160 pessoas.

“Ao completar 36 anos de ordenação ao sagrado ministério pastoral, celebro não apenas o tempo transcorrido, mas os caminhos percorridos, as pessoas encontradas e a graça de Deus que sustentou cada passo”, declarou o Rev. Agnaldo.

 

36 anos de ministério

Após completar 36 anos de ministério, o Rev. Agnaldo solicitou sua jubilação, conforme a Constituição da IPIB, ao Presbitério de Sorocaba – solicitação essa aprovada e realizada em março deste ano. O culto, portanto, ocorreu seis meses depois por razões familiares.

Ao longo de seu pastorado, Agnaldo se dedicou não somente à igreja local, mas também assumiu cargos nacionais e integrou o compromisso de unir igrejas em torno de causas globais, como a preservação do meio ambiente e uma cultura de paz.

Trajetória

Rev. Agnaldo Pereira Gomes

Em 1983, percebeu seu chamado pastoral. Em 1986 foi encaminhado pela Sétima IPI de Sorocaba, SP, ao Presbitério de Votorantim que, após exame e aprovação, o enviou ao Seminário de Londrina, PR.

“O Seminário certamente foi uma das experiências mais profundas, marcantes e transformadoras da minha vida. Passei pelo Seminário e ele passou por mim. Entrei uma pessoa e saí outra”, declarou.

Em 1990, Rev. Agnaldo iniciou seu ministério pastoral na IPI de São Miguel Arcanjo, SP, ao mesmo tempo em que lecionava História e Geografia em um dos colégios da cidade. Em 1994, casou-se com Luciana e assumiu o pastorado da atual IPI Central de Pilar do Sul, SP. Naquele mesmo ano, organizou a igreja que viria a ser a 2ª IPI de Pilar do Sul, hoje IPI Morada. No período, também pastoreou a então IPI do Rio Bonito, na zona rural de Pilar do Sul.

Uma igreja nas ruas

Em 1997, mudou-se para Tupã, onde pastoreou por “longos e felizes 18 anos”. “Tupã foi a minha melhor escola, uma verdadeira universidade pastoral. Ali, tudo e de tudo aconteceu: alegrias e tristezas, acertos e erros, encantos e desencantos”, disse.

“Plantamos a Bethel Casa da Liberdade, que até hoje atende adolescentes em conflito com a lei. Participamos de ações que mobilizaram e envolveram a cidade. A Igreja saiu das paredes do templo e foi para a rua; participou de eventos culturais e gastronômicos; passou a estar onde o povo estava. Conquistou seu espaço, passou a ser vista pela comunidade sob um novo olhar, tornou-se relevante e, nesse processo, resgatou sua autoestima”.

 

Vice-presidente da IPI do Brasil e presidente da AIPRAL

Além do pastoreio local, o Rev. Agnaldo também atuou na liderança nacional da denominação. Durante oito anos, atuou como Primeiro Vice-Presidente da IPI do Brasil.

No âmbito internacional, foi escolhido para representar a IPIB na Assembleia Geral da AIPRAL (Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina), na Guatemala, da qual tornou-se vice-presidente. Em 2016, foi eleito presidente da AIPRAL e, nessa condição, passou a ter assento na CMIR — Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, com sede em Hanôver, na Alemanha.

 

Membros da AIPRAL presentes no Culto de Jubilação

 

Em abril de 2021 fundou a Religiões pela Paz Brasil, uma organização da qual foi o Diretor-Geral, com a missão de abrigar e implementar um projeto concebido por grandes organizações globais, entre elas ONU, CMI, Governo da Noruega, Religions for Peace e GreenFaith. Atualmente, Rev. Agnaldo também integra a IRI Brasil, a Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais (em inglês, Interfaith Rainforest Initiative), que tem entre suas metas apoiar lideranças e comunidades religiosas na missão de proteger a vida e cuidar da natureza criada por Deus nos cinco países com as maiores reservas de florestas tropicais: Brasil, Colômbia, Peru, República Democrática do Congo e Indonésia.

Olhando para trás

“Ao olhar para trás, percebo que muitas coisas que planejei e até sonhei não se realizaram. Outros caminhos, que jamais imaginei percorrer, abriram-se diante de mim. Hoje compreendo que, entre portas que se fecharam e janelas que inesperadamente se abriram, Deus esteve conduzindo os processos e se fazendo presente nos muitos caminhos que tenho trilhado. Por tudo o que vivi, pelas pessoas que encontrei, pelas igrejas que servi, pelos caminhos percorridos e, sobretudo, pela família que esteve ao meu lado nessa caminhada, resta-me uma palavra: gratidão”, conclui Agnaldo.

 

Culto de Jubilação

Rev. Ricardo Bento: pregador da noite

Seguindo o Manual de Culto da IPIB, a cerimônia contou uma liturgia reformada bem-organizada e interativa, contemplando momentos de louvor, adoração, oração e pregação a Palavra. Além da participação do irmão do jubilado, o Rev. Anderson P. Gomes, o culto teve como pregador o Rev. Ricardo José Bento, pastor da IPI da Vila Carrão e professor da FATIPI, que pregou no texto 1 Reis 19, com o tema: “Elias, Herói, covarde ou fracassado?” – O cuidado de Deus para manter a humildade no coração do Profeta”.

A parte musical do culto contou com participação da Família Bressane e do Coral da IPI Central de Pilar do Sul, SP, tendo como pianista o músico Luiz Otávio P. do Carmo.

Além de muitos pastores da IPI e membros de várias igrejas locais, estiveram presentes também o atual Presidente da AIPRAL, Rev. Wertson Brasil da IPU em Belo Horizonte e o ex-Secretário Geral da AIPRAL, Rev. Dario Barolin, pastor da Igreja Valdense no Uruguai, acompanhado de sua esposa Reva. Carola Tron.

“Para mim a jubilação é o encerramento de um ciclo, no qual por mais de três décadas me dediquei às pessoas através de igrejas locais e servindo e representando a IPI do Brasil nas suas muitas instâncias e organizações parceiras, desde Associação Bethel, Presbitérios, Sínodos, AG, AIPRAL, até compor o Comitê Executivo da CMIR. Também foi um momento muito especial de gratidão a Deus pela vocação pastoral e cuidado durante todos esses anos. Foi precioso rever pessoas queridas e ouvir testemunhos do que a misericórdia e a graça de Deus permitiram acontecer nesses anos de ministério”, conclui ele.

O Rev. Agnaldo tem 61 anos de idade, já aposentado pelo INSS. É casado com Luciana Beluci de Paula Gomes, professora e advogada. Eles são pais de Giulia (28) e Laura (21), ambas em fase final de suas formações acadêmicas em Medicina e Economia, respectivamente.

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Momento da jubilação

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