Registro da fundação da igreja em 1903.
Nós, presbiterianos independentes, sabemos que a IPI do Brasil nasceu no dia 31 de julho de 1903, em meio aos debates do Sínodo Presbiteriano sobre a maçonaria. Sete pastores e onze presbíteros desligaram-se do Sínodo e se encaminharam para o templo da Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo, pastoreada pelo Rev. Eduardo Carlos Pereira, líder daquele grupo.

Os onze presbíteros eram representantes de suas igrejas locais. Juntamente com os pastores, promoveram uma reunião marcada pela emoção, pois avaliaram que era necessário organizar uma nova denominação presbiteriana, voltada para servir a Deus em terras brasileiras, sob o estandarte de Cristo e com o lema: “Pela Coroa Real do Salvador”.
Em meio à comoção, perceberam que já passava da meia-noite. Decidiram então voltar no dia seguinte para concretizar o estabelecimento institucional da nova Igreja. Em 1º de agosto, estavam de volta os 7 pastores e 11 presbíteros, e a eles se juntaram mais 4 presbíteros que haviam participado das reuniões dos presbitérios.
Portanto, quando o grupo se reuniu na manhã de 1º de agosto, foram arrolados os 7 ministros e os 11 presbíteros da noite anterior, mais os 4 presbíteros solidários às teses anti-maçônicas, totalizando 15 presbíteros. Assim se organizou o Presbitério Independente, e elegeu-se o Rev. Caetano Nogueira Júnior como Moderador. Este é um privilégio que temos: podermos nos referir às nossas origens em dois momentos especiais. Em 31 de julho a IPI nasceu espiritualmente; em 1º de agosto, institucionalmente.
Em 31 de julho a IPI nasceu espiritualmente; em 1º de agosto, institucionalmente.
Os nomes dos fundadores são: Revs. Eduardo Carlos Pereira, Caetano Nogueira Júnior, Bento Ferraz, Vicente Temudo Lessa, Ernesto Luiz de Oliveira, Otoniel Mota e Alfredo Borges Teixeira; Presbs. Dinarte Ferreira Coutinho (Ribeirão do Veado), Delfino Augusto de Morais (Avaré), Saturnino Borges Teixeira (Borda da Mata), Antônio José de Souza (São Bartolomeu), Júlio Olinto (Cabo Verde), Aquilino Nogueira César (Matão), José Celestino de Aguiar (Lençóis), João da Mata Coelho (Cruzeiro), Sebastião Pinheiro (Campinas), José Antônio de Lemos (São Manoel), Severo Virgílio Franco (Campestre), Joaquim Honório Pinheiro (Primeira Igreja de São Paulo), Francisco Pires de Camargo (Lençóis), João Garcia Novo (Mogi Mirim) e João do Amaral Camargo (Bela Vista de Tatuí).
Todos que gostam de história ou necessitam de mais esclarecimentos a respeito do nascimento da IPI do Brasil devem ler a pormenorizada descrição que faz o Rev. Vicente Themudo Lessa, um dos participantes daquela reunião, ao final do seu livro “Anais da Primeira Igreja Presbiteriana de São Paulo”. Dessa descrição tiramos muitos dos detalhes que aqui apresentamos.
Louvado seja Deus pela Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, ramo tão querido da Igreja de Cristo que nos acolhe e nos abençoa!







