A IGREJA ENFRENTA DESAFIOS INTERNOS QUE REFLETEM A INFLUÊNCIA DO MUNDO EM SEU MEIO. PARA CUMPRIR SUA MISSÃO, É PRECISO RENOVAR A COMUNHÃO COM DEUS E VIVER O EVANGELHO.
A igreja está no mundo, mas o mundo não pode estar na igreja, assim como a canoa está na água, mas a água não pode estar na canoa. Jesus falou-nos sobre essa relação entre a igreja e o mundo: “ Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste e os amaste como igualmente me amaste” (João 17.22-23).
Essa oração é muito atual. O mundo já não reconhece que fomos enviados por Deus, pois temos nos tornado iguais ao mundo. A própria divisão entre o povo dentro da igreja demonstra que o diabo está atuando nela. As brigas pelo poder, as dúvidas sobre a própria Bíblia e a relativização do pecado mostram que há confusão. Hoje, dentro da igreja, quase tudo é relativo: nem tudo é pecado e nem tudo é correto. O diabo semeou tantas dúvidas que até mesmo o que é certo ou errado se tornou questionável.
Há também dúvidas sobre o horário do culto, sobre sua duração, sobre o sermão e seus temas, e até sobre os louvores. As músicas se tornaram repetitivas e centradas no “eu”: Eu vou subir, Eu vou ficar, Eu navegarei, Eu adorarei, Eu falo com Jesus.
Não é mais Jesus que fala conosco, mas sim o “eu” em primeiro plano. Eu, eu, eu!
As divisões na igreja giram em torno do “eu”: “Se não for do meu jeito, eu vou embora”, “Eu sou contra o dízimo”, “Eu não concordo”.
Deus tem ficado em terceiro plano, e sua Palavra, em último. “Se der, eu vou ao culto”, “Se for o presbítero que pregar, eu não vou”.
Mas será que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”? Como estão as comunidades hoje? Como está o relacionamento entre os irmãos dentro e fora da igreja?
“E disse-lhes Jesus: ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado’” (Mc 16.15-16).
Com a direção do Espírito Santo, as igrejas receberam o mandato de Jesus de anunciar o Reino de Deus. Com coragem, o amor deve se espalhar, e a missão de proclamar e tornar presente o Reino de Deus neste tempo precisa ser renovada. A missão da evangelização e revitalização nasce do “Ide”. A igreja que não evangeliza e não se revitaliza precisa buscar a força do Espírito Santo para cumprir sua missão.
As igrejas precisam renovar suas práticas e suas propostas cristãs. Mesmo atravessando períodos obscuros, mesmo diante do esfriamento e envelhecimento espiritual, é tempo de renovar a liturgia, os louvores e, acima de tudo, a comunhão com Deus.
Renovar não significa copiar o mundo, mas aprofundar a relação com Deus, viver em santidade, em oração e em comunhão com o próximo, dentro e fora das comunidades.
Precisamos mudar para não fechar. Os de fora devem ver em nós a unidade, e não as divisões. Que o “eu” seja transformado em “Deus é meu Salvador”.







