Foto: A Lua iluminada pelo Sol durante um eclipse solar, fotografada pela nave espacial Orion da NASA
Um ser humano – cristão -, comandando a tripulação de uma nave espacial, conseguiu pela primeira vez dar volta em torno da lua, a 400 mil quilômetros da terra, contemplando a exuberante beleza da Criação.
Victor Glover
Victor Glover embarcou na Artemis II, levando consigo um exemplar da Bíblia Sagrada e surpreendeu o mundo com pedido de orações para acompanhá-lo. Membro de uma igreja cristã nos Estados Unidos, onde é professor da Escola Dominical, chefiou a missão espacial, planejada pela Nasa, exibindo impressionantes mensagens e fotos ao vivo. Olhando lá de cima, vendo nosso planeta com um insignificante fragmento do Universo, deu testemunhos maravilhosos: “precisamos de Jesus, seja na terra ou orbitando”.

Suas palavras, transmitidas pela Nasa, exibiram uma espécie de mensagem divina através do espaço, de onde ele falou que sua missão continuava a desvendar os mistérios do cosmos, citando Jesus, afirmando que devemos “amar a Deus com tudo o que você é”, referência indireta à parábola de Jesus no encontro com um jovem rico: “vamos sentir o seu amor de ternura e nós amamos você da lua (Victor estava com mais três tripulantes). Enfatizou que Deus lhe deu dons para fazer bem o seu trabalho.
Victor estagiou na Estação Espacial Internacional, é piloto de teste na Força Aérea dos EUA com mais de 3 mil horas de voo. Pediu a Deus que o abençoasse: “coloco Deus em primeiro lugar de forma muito intencional porque é assim que tento viver minha vida também”. Declarou que a fé não está limitada ao ambiente terrestre, mas acompanha o ser humano até os confins do universo: “fiz de tudo para me preparar, incluindo orar e ler a Bíblia”. A missão inclui projeto de criar presença humana lunar sustentável, para dali enviar missões tripuladas a Marte.

Mansão celeste
As referências feitas por Victor são bem fundamentadas em passagens bíblicas. “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14.2). Ou seja: pela Palavra, ficamos sabendo que vamos morar com Ele na dimensão celeste, onde há lugares para todos. A informação é reforçada pelo apóstolo Paulo (2 Co. 5.1-2): “sabemos que, se a nossa casa terrestre se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus”. Esperança no espaço infinito. Nos vastos céus, fica a moradia divina.
Na descoberta de como é o outro lado da lua, até aqui invisível para nós, azulada na parte que não vemos, passamos a compreender melhor o que se diz em Pv 25:2: “a glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las”. Uma missão como a da Artemis II nos ajuda a entender melhor: Deus mantém muitas coisas de forma não revelada exatamente para que, como seres viventes, por nós mesmos, possamos buscar do que se trata; trata-se de grande estímulo para fazermos descobertas por meio do conhecimento, como demonstra a nossa História. É próprio da natureza humana não se limitar apenas como curiosidade.
Na descoberta de como é o outro lado da lua, até aqui invisível para nós, azulada na parte que não vemos, passamos a compreender melhor o que se diz em Pv 25:2: “a glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las”.
Face a face
Percebemos, assim, que o profundo conteúdo da Palavra engloba parábolas, alegorias e profecias que se cumprem. Numa dimensão cósmica, veremos nosso Senhor face a face, isto é, cara a cara (1 Co 13.12). Ou seja: a comunhão íntima com Deus, a Sua essência de maneira plena. O conhecimento eterno: “haveremos de vê-lo como Ele é” (1 Jo 3.2). Maravilha já anunciada por Jesus no sermão montanhês: “os limpos de coração verão a Deus” (Mt 5.8).
O infinito sempre nos convida a observar, admirados, sol e lua, “os luzeiros no firmamento dos cés” (Gn 1.14). O Senhor do tempo e do espaço organizou o cosmos, em grego ordem, “universo”. Por céus, entenda-se região superior, moradia da divindade. Olhando para cima, incapazes de contar quantas são as estrelas (Gn 15.5), como Deus desafiou Abraão, somente poderíamos imaginar, numa fantástica sincronia, que existem 200 milhões de sóis, planetas, asteroides, cometas, meteoros, turbilhões energéticos, a Via Láctea dentro dos domínios universais. O salmista (19.1) exalta que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”, poética descrição da sabedoria e perfeição de Deus. Firmamento é o espaço celeste que podemos ver, a sustentação de tudo. A casa de meu Pai é o universo. A casa de oração é nossa Igreja, onde congregamos como irmãs e irmãos.
A extraordinária aventura do irmão Victor Glover é profundamente inspiradora. Suas palavras não encontraram eco nas mídias, mas nós sabemos muito bem qual é a importância de seu testemunho cósmico, conectado ao Evangelho, a boa e nova notícia, estímulo para que sejamos bons e novos, renovados e reformados como Igreja.








Respostas de 2
rev.wanderley@gmail.com
Você apenas colocou seu email. Gostaria de fazer algum comentário ou pergunta?