Ashbel Green Simonton é o nome principal dentre todos aqueles missionários presbiterianos que, em meados do século XIX, vindos de outras terras, em particular dos Estados Unidos, trouxeram o presbiterianismo para o Brasil e o implantaram pela pregação do Evangelho. Simonton chegou ao Brasil no dia 12 de agosto de 1859. Tinha ele apenas 26 anos. Hoje, as denominações presbiterianas – dentre elas a nossa IPI – , estão presentes com seu povo, seus membros, com seus pastores e pastoras, abençoando o povo brasileiro com a pregação do Evangelho em milhares de templos espalhados pelo país de norte a sul, de leste a oeste. O trabalho dedicado de Simonton foi fundamental para que chegássemos até aqui, 167 anos depois.
Estamos falando de um jovem pastor que, em seus tempos de estudante de teologia , ao ser desafiado em um sermão missionário a respeito de pregar a palavra de Deus a outros povos, viu-se tocado pelo Espírito e colocou-se disposto a servir a Jesus em qualquer parte do mundo para onde Deus o enviasse. Assim, ficou sabendo do desafio missionário do Brasil, na época um império tropical de religião oficial católica, mas que apresentava portas bem abertas para a evangelização protestante.
A história nos diz que Simonton aportou no Rio de Janeiro como já destacamos, em 12 de agosto de 1859, tendo como primeiras imagens do país a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Ali começava um curto ministério de oito anos, absolutamente frutífero e intenso, que só teria fim com a morte do jovem pastor, vitimado pela febre amarela, que o levou à morte, com apenas 34 anos, em 9 de dezembro de 1867. No Brasil já tinha falecido sua jovem esposa, Helen, vítima da complicações pós parto. Aqui no Brasil veio a falecer também sua irmã Elizabeth, vítima de febre tifoide, no ano de 1879. Era também missionária, casada com o Rev Alexander Latimer Blackford.
Diz a autora Maria Amélia Rizzo a respeito do ministério impressionante de Simonton no Brasil:
“Numa sequência vertiginosa e quase que atordoadora, Simonton fundou no Rio de Janeiro uma escola dominical, uma igreja, um jornal, um seminário, um presbitério, e escreveu uma série de sermões e poesias em português que foram compilados num livro”.
Seriam essas realizações de Simonton, em oito anos de trabalho no Brasil, a base do ministério presbiteriano que inspirou e fortaleceu homens e mulheres, missionários estrangeiros e os brasileiros que iam aderindo a fé presbiteriana, nos grandes desafios que as igrejas que iam sendo implantadas assumiam nos diferentes recantos do Brasil.
Citamos aqui mais uma vez Maria Amélia Rizzo, que traduziu para o português parte do “Diário” que o missionário escreveu ao longo de sua vida. A autora deu a esse livro o título de “Simonton: inspirações de uma existência”.
Que a vida de Ashbel Green Simonton, na ocasião em que celebramos o seu ministério e louvamos a Deus por sua vida, continue a ser para todos nós inspiração para nossa existência como filhos e filhas de Deus, neste país tão maravilhoso e tão nosso que é o Brasil.







