IPIB apoia resgate de vítimas na Venezuela

A Aliança Evangélica do Brasil lidera uma união de esforços em torno de doações, mão de obra e suporte emocional às famílias desta nação

A Venezuela sofre com as duras consequências do pior terremoto no país em 100 anos, ocorrido nesta quarta-feira (24/06), e a igreja brasileira se mobiliza para, de alguma forma, socorrer e dar suporte à população venezuelana. Levantamento de hoje (26/06) indica mais de 920 mortos e 2.980 feridos. A Aliança Evangélica do Brasil lidera uma união de esforços em torno de doações, mão de obra e suporte emocional às famílias desta nação. A IPIB também participa.

 

Resgate

Uma das necessidades mais imediatas é o resgate de pessoas nos escombros. Por isso, a Aliança está se preparando para enviar uma equipe de bombeiros especializada em ações de busca e atendimento neste primeiro momento. Mais de 200 pessoas ainda estaríamos sob os escombros, segundo levantamento oficial do governo venezuelano divulgado hoje (26/06).

Além do resgate, há necessidades de recursos financeiros para a reconstrução das áreas destruídas. Estimativas do momento apontam, pelo menos, 250 prédios destruídos. Um site criado para rastrear pessoas indica 50 mil desaparecidos.

 

IPI do Brasil mobiliza recursos

A Secretaria Nacional de Ação Social e Diaconia (SNAS) da IPI do Brasil se uniu à Aliança Evangélica para arrecadar recursos em favor do país. Para isso, criou uma campanha de arrecadação que pode ser feita pelos seguintes canais:
Pix: diaconia@ipib.org

Depósito bancário:

SICOOB METROPOLITANO
Agência: 4340
Conta: 333.808-8

“Organize um movimento de solidariedade em sua igreja local”, pede o Rev. Erick Perez, que é venezuelano, e um dos pastores da 2ª IPI de Maringá, PR. Ele também é assessor para refugiados da SNAS.  Erick sugere que cada igreja local esteja disposta a acolher pastoral e psicologicamente venezuelanos que moram em sua cidade e que perderam algum parente na tragédia. “A Venezuela precisa da igreja brasileira neste grande movimento de solidariedade, afirma ele.

 

Assista aqui ao vídeo da campanha

 

Canais de escuta e oração

O Instituto Sendas, ligado à 2ª IPI de Maringá, encabeça a recém-criada Rede Maringaense de Solidariedade com a Venezuela, que nasce impulsionada pelo socorro às vítimas da tragédia, mas que também tem como propósito mobilizar a cidade em apoio aos venezuelanos que vivem aqui no Brasil.

A iniciativa mobiliza em duas frentes: cuidado emocional e espiritual aos venezuelanos que vivem na cidade de Maringá e apoio humanitário às comunidades afetadas na Venezuela.

“A Rede nasce como uma resposta solidária, comunitária e responsável diante da dor do povo venezuelano. Seu propósito é unir pessoas, igrejas, organizações sociais, empresas, universidades, profissionais voluntários, lideranças comunitárias e instituições públicas em torno de uma mobilização organizada, transparente e comprometida com a dignidade das famílias afetadas”, explica o Rev. Erick, que também é o presidente-fundador do Sendas.

A Rede criou canais remotos de escuta, oração, orientação e encaminhamento responsável, especialmente para venezuelanos residentes em Maringá e região que estejam enfrentando sofrimento emocional ou espiritual neste momento. Para receber apoio, basta preencher este formulário.

Para mais informações sobre a Rede Maringaense de Solidariedade com a Venezuela, acesse o canal do Instituto Sendas no Instagram.

A Rede soma esforços com a já existente campanha “Juntos Pela Venezuela”.

 

Sobre os terremotos na Venezuela

Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.

Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.

Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais o terremoto é sentido.

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