Pertencer à família de Deus

A família é um grupo social em que todo ser humano tem a oportunidade de aprender o que é necessário para a sobrevivência, para se relacionar, para conviver com pessoas completamente...

A família é um grupo social em que todo ser humano tem a oportunidade de aprender o que é necessário para a sobrevivência, para se relacionar, para conviver com pessoas completamente diferentes e para desenvolver a capacidade de aprender-ensinar-aprender a individualidade coletivamente.

Além da família que se constitui por laços de consaguinidade, há aquelas que se constituem por afinidade, por escolha, por contingências da vida e/ou por determinação cultural e histórica.

Pertencer à família que professa a mesma fé tem algumas particularidades. Cada membro dela é alcançado por um chamado amoroso de Deus, por intermédio do seu filho Jesus para as pessoas que passam a compor a família da fé. 

O convite divino não faz acepção de pessoas, seja pela faixa geracional, pela origem étnica, pelo gênero, pela condição social ou pela preferência eclesiástica. A única característica importante é pertencer à humanidade criada à imagem e semelhança do Criador.

Deus chama e recebe toda pessoa que aceita pertencer a sua família. Tornamo-nos família de Deus, família da fé, a partir da ação do Espírito Santo em nossas vidas, que nos seduz para dela fazermos parte. 

O conhecido texto do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12 fala justamente da diversidade característica de uma família em particular: a família da fé. Somos muitos membros, mas um só corpo. 

A família da fé é caracterizada por unidade, diversidade e mutualidade. Todos são necessários, amados e igualmente importantes. Um membro não pode dizer que o outro é dispensável ou menos importante.

A família da fé aprende a viver com quem difere no pensamento, com as pessoas que podem causar conflitos que resultam em relações difíceis e causam insegurança e angústia.

Ainda, pertencer à família da fé significa ter o privilégio de amar, mesmo quando ocorre a incompreensão, mesmo quando surgem decepções ou quando se instalam sentimentos adversos que podem afastar, distanciar e promover a separação entre as pessoas pertencentes à mesma família.

Pertencer à família de Deus é reconhecer que, nas diferenças, nas opiniões contraditórias, nas relações conflituosas, nos isolamentos forçados, o Espírito Santo traz a sabedoria e o entendimento, aclarando as mentes e corações para que haja relações mais saudáveis, mais prazerosas, mais edificantes e mais amorosas. 

A família real não é o espelho da família ideal, mas é na família que percebemos que Deus se manifesta e transforma vidas, capacita quem o segue, ensina o que é necessário e, por intermédio da família, em qualquer grau e situação de parentesco, o amor divino acalenta, direciona, e instiga para que a família humana conheça e siga os ensinamentos do Evangelho. 

Testemunhar o amor de Deus no convívio familiar, particularmente na família da fé, requer auxílio mútuo, vivenciar os ensinamentos de Jesus e reconhecer que o Espírito Santo outorga livremente os dons para a edificação de toda a igreja e para que a família humana conheça a graça libertadora de Deus.

Pertencer à família da fé implica em ações deliberadas. Deus nos chama para pertencermos a uma família que tem como parâmetro os ensinamentos bíblicos e, por isso, precisa desenvolver relações fraternas de amor, exercitar o perdão, respeitar a diversidade de pensamento, agir com justiça, caminhar com as pessoas que sofrem privações e ser construtora da paz.

Presb. Eleni Mender Rangel

Membro da 3ª IPI de Santo André, SP, e Rev. Shirley Maria dos Santos Proença, pastora da 3ª IPI de Guarulhos e professora da FATIPI

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