Movimento Nacional de Oração inicia série de atividades até novembro

De agora até novembro, MNO disponibilizará aulas e palestras, convocará intercessores pela realização da COMEX e mobilizará para a Vigília de Gratidão

O Movimento Nacional de Oração (MNO) da IPI do Brasil mobiliza intercessores durante o ano todo, mas nestes meses de outubro e novembro há uma saudável intensificação de iniciativas. A começar hoje (26/10) até o dia 26 de novembro, a igreja é convocada a orar fervorosamente. Todas as programações serão transmitidas remotamente.

Segundo o coordenador nacional do MNO, Rev. Juliano Sanchez, “temos buscado servir a IPI do Brasil com amor e muita oração”.

“Quando um coração sincero e aberto à vontade de Deus se encontra com Aquele Deus que deseja se revelar a nós, algo acontece que transforma a realidade tanto do orante quanto dos que estão ao seu redor”, afirma ele.

 

O que vai acontecer?

Outubro

 

 

  • 29/10, às 20h: Palestra “A oração como base para as Reformas” (Rev. Sergio Gini)

 

 

 

Novembro

  • 07/11, a partir das 9h, pelo Google Meet: Seminário de Oração “Construindo Igrejas Poderosas em Oração” (Rev. Rodolfo Montosa, Rev. Flávio Henrique e Rev. Juliano Sanchez)
  • 12 a 14/11: COMEX. MNO mobilizará todos os intercessores para orarem por esta importante reunião da IPI do Brasil.
  • 26/11, às 20h: Vigília de Gratidão, na 3ª IPI de São Paulo, com transmissão ao vivo pelo Youtube da IPI do Brasil. Todas as outras igrejas também podem promover e realizar suas vigílias de gratidão.

 

Rev. Juliano explica que a Escola de Oração acontece todo final de cada mês. “Nosso intuito é trazer, através do conhecimento da Palavra de Deus, o desenvolvimento espiritual do intercessor e cada membro da IPI do Brasil. É uma espécie de discipulado online”, diz ele. É possível assistir a aulas anteriores no Youtube da Escola de Oração (aqui), com mais de 183 vídeos.

Quanto à Vigília de Gratidão, é uma iniciativa que acontece três vezes por ano: na primeira sexta-feira de março (Dia Mundial de Oração), na sexta-feira que antecede o Domingo de Pentecostes e na quarta quinta-feira de novembro (Dia de Ação de Graças).

“As programações serão transmitidas via Google Meet e ou YouTube da IPI do Brasil. No caso das vigílias, esperamos que os irmãos e irmãs da IPI do Brasil participem, de maneira on-line, e que os Presbitérios e igrejas locais reproduzam o evento em suas realidades locais e ou presbiteriais. Por isso, nós sempre encaminhamos um material de apoio para a realização do evento”.

 

Seminário de Oração

Uma das iniciativas do MNO é o Seminário de Oração “Construindo Igrejas Poderosas em Oração”, organizado em parceria com o Presbitério de Londrina. Confira a seguir as palestras que serão dadas no formato online:

  • Palestra 01 – Rev. Rodolfo Montosa

Sinais e Práticas de uma Igreja Realmente Orante: O Modelo do Espaço Esperança – Visão panorâmica, frutos e o DNA de uma igreja fundamentada na intercessão contínua

  • Palestra 02 – Rev. Juliano Sanchez Lopes

Alicerces de uma Igreja Orante: Estrutura, Método e Implantação Prática – Passo a passo prático para estruturar frentes de intercessão na igreja local. –

  • Dinâmica – Coordenação MNO

Diagnóstico Coletivo: Identificando os Obstáculos à Vida de Oração – Trabalho em grupos: mapear por que os membros não oram e identificar resistências culturais/espirituais nas igrejas representadas.

  • Palestra 03 – Rev. Flavio Henrique de Oliveira Silva

Mantendo a Chama Acesa: Formação, Discipulado e Cuidado com os Intercessores – Como atrair pessoas para o ministério, evitar o desgaste e cultivar perseverança no longo prazo.

 

Para participar do Seminário de Oração, você deve entrar no grupo de WhatsApp e se inscrever por lá (clique aqui).

 

__________

 

Se você tem qualquer dúvida sobre alguma dessas programações, basta entrar em contato com o Rev. Juliano, coordenador do MNO:

Rev. Juliano Sanchez Lopes.

WhatsApp: (18) 99621-5773

E-mail: oracao@ipib.org

 

______________

 

“A oração, por si só, já é um exemplo de perseverança”.

ENTREVISTA COM O REV. JULIANO SANCHEZ, COORDENADOR DO MNO

 

O ESTANDARTE – Quando um ano começa, é comum a tendência de querer recomeçar a vida, traçar planos e metas. Mas parece que nos preocupamos mais em elaborar planilhas do que dobrarmos os joelhos em oração ao Senhor das nossas vidas. Agora, que chegamos em outubro, faltando três meses para terminar o ano, como a oração pode nos ajudar a lidar com as frustrações de não termos alcançado as metas planejadas? Como ter discernimento para nossas vidas por meio da prática da oração?

Esta pergunta é muito oportuna e nos faz pensar em três momentos que precisam ser levados em conta.

O primeiro: todo o processo de planejamento de nossa vida, família, trabalho e ministério deve ter início na oração para sondar a vontade de Deus para minha vida, é isto que nos mostra o texto de Provérbios 16.1-3: “Ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua. Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito. Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos”. Ao olharmos para este texto, vemos o próprio Deus nos orientando e trazendo para nós uma sabedoria que não nos é inerente, ou seja, não está em nós, tem que ser buscada em Deus. Nós precisamos dela, senão teremos apenas planos, sonhos que não se concretizarão.

O segundo momento é o exercício do uso do discernimento espiritual, isto é, quando oramos também devemos exercitar a “escuta”, ouvir o que o Senhor está nos falando, quais são as portas que estão se abrindo e ou fechando, deixarmos sermos guiados pelo Espírito Santo.

O terceiro momento é o da prática. Apresentamos em oração ao Senhor nossos planos, ouvimos D’Ele como e por onde caminhar. Agora é o momento da prática: tomar decisões – e algumas bem difíceis – que nos levam ao que o Senhor vem falando em nossos corações. É claro que as nossas autoridades espirituais são muito importantes neste momento. Processos de discipulado e acompanhamento fazem parte deste “discernir a vontade de Deus”, mas não podemos esquecer que a maturidade é desenvolvida, também, por meio das decisões que tomamos orientados por Deus.

O ESTANDARTE – Como a oração pode ser instrumento de Deus para nos ajudar a perseverar na vida?

A oração, por si só, já é um exemplo de perseverança. Quando nos colocamos diante de Deus para orar, já trazemos para estes momentos tudo o que temos e somos, inclusive nossas desmotivações ou ausência de perseverança. Mas quando um coração sincero e aberto à vontade de Deus se encontra com o Deus que deseja se revelar a nós, algo acontece que transforma a realidade tanto do orante quanto dos que estão ao seu redor:

“Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jr 29.12-13). É esta verdade do Senhor, contida na oração, que pode e transforma a minha realidade e traz à tona a perseverança, não por meu esforço, mas pela presença do Senhor.

O ESTANDARTE – Talvez não haja ninguém que seja “inimigo” da oração, mas poucos cultivam esse hábito espiritual por muito tempo. O que falta para mantermos a disciplina espiritual da oração como um estilo de vida?

Se pudéssemos definir um objetivo específico para o MNO seria este: despertar a IPI do Brasil para a importância espiritual da oração, algo que gera na vida do orante e da Igreja: intimidade com Deus; orientação e crescimento Espiritual; encher-nos do Espírito Santo; manifestar dos dons espirituais no serviço e ministérios na igreja e fora dela; discipulado; evangelização no poder do Espírito Santo; uma igreja orante.

Respondendo à sua pergunta: Eu creio que temos um grande inimigo da oração, Satanás, o nosso adversário! O quanto o adversário conseguir desestimular, gerar empecilhos e obstáculos para uma vida de oração, mais este inimigo terá sucesso. Quando Jesus inicia o seu ministério em Mateus 6.13, ele ensina a orar para que sejamos livres do mal/maligno. Quando Jesus termina o seu ministério em João 17.15, ele ora para que o Senhor não nos tire do mundo, mas nos livre do mal/maligno. Temos, sim, um grande inimigo a ser vencido.

 O ESTANDARTE – Olhando para a realidade da igreja evangélica no Brasil – e mais especificamente das IPIB –, pelo que você tem orado ao Senhor ultimamente?

Que pergunta maravilhosa!

Minha oração é para que sejamos uma “Igreja Orante” e que esta vida de oração alcance as gerações, porque, quando falamos de oração normalmente nos vem à mente um grupo de irmãs e irmãos mais velhos da igreja que se reúne para orar durante a tarde/noite em um lugar na Igreja.

Minha oração é para que esta prática alcance todas as gerações da Igreja. A ausência de uma vida de oração nas gerações talvez seja um dos motivos que não temos crianças, adolescentes e jovens nas igrejas. A oração deixou de ser a ação de amor e nossa ligação entre gerações; se tornou uma prática esporádica de um grupo. Quando enfraquecemos o elo desta corrente geracional, perdemos a sua força de resistência contra os ataques das trevas.

Nosso clamor é para que a oração, os intercessores e intercessoras, cheguem às Escolas/Faculdades públicas e particulares, cheguem aos locais de trabalhos, cheguem às casas das famílias; que a intercessão volte a fazer parte da comunhão da Igreja:

“Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos” (Atos 2.42-43).

O resultado desta vida de oração são as evidências da presença de Jesus na Igreja, na vida dos crentes, nas orações em particular e em comunidade e os milagres.

Nós oramos por isto!

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