IPI de Paraíso das Águas: quando uma igreja persevera, ela vê o futuro

Do primeiro culto em 10 de março de 2007 ao lançamento da pedra fundamental em 06 de setembro de 2026
Lançamento da “pedra fundamental”

 

O ano era 2007. O local: Paraíso das Águas, até então um simples distrito de Costa Rica na região nordeste de Mato Grosso do Sul (MS). Aos olhos humanos, nada de extraordinário acontecia, mas, na verdade, uma experiência semelhante a Atos 2.42, sim, estava ocorrendo.

Três famílias (Durão Nogueira, Trevisolli Dias e Silva Oliveira) resolveram perseverar “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. Em 10 de março de 2007, aconteceu o primeiro culto em um dos lares daquelas famílias, com a leitura do Salmo 133, que fala sobre a beleza e a importância de os irmãos viverem em união.  12 pessoas estavam lá. Os cultos, no entanto, continuaram acontecendo ininterruptamente desde então, de semana em semana, “de casa em casa”.

De lá para cá, muita coisa aconteceu; momentos bons e ruins, mas em todos eles, sempre havia alguém perseverando como a igreja primitiva em Atos 2.

 

Primeiro culto infantil (2007).

 

Do primeiro culto à “pedra fundamental”

No último domingo (06/09), um culto especial reuniu irmãos da igreja e lideranças locais e regionais para lançar a “pedra fundamental” do futuro novo templo da IPI de Paraíso das Águas. Na ocasião, Marielly Dias, esposa do missionário Alexandro Gonçalves “Júnior Ayres”, responsável pela congregação, leu o texto A História da IPI Paraíso das Águas, escrito por Laís Fernanda F. De Lima, que, ao lado do seu esposo Mateus, são líderes de jovens da igreja. O texto narrava a bela história desta congregação. Emocionado, o público louvou a Deus por firmar os passos e alimentar a fé de todos ao longo destes 19 anos.

Se “há tempo para tudo”, como diz Eclesiastes, a história da IPI de Paraíso das Águas comporta momentos diversos e incríveis. Um deles está no texto de Laís. Numa época em que muita gente foi embora do distrito, dona Tereza Durão limpava, organizada e preparava 25 cadeiras para o culto em sua casa, mesmo sabendo que viriam duas ou três pessoas apenas.

“Aquelas 25 cadeiras representavam uma fé que enxergava além das circunstâncias. Enquanto alguns olhavam para poucas pessoas, Teresa e Samuel Durão olhavam para aquilo que acreditava que Deus ainda faria. Ela permaneceu. Continuou limpando. Continuou organizando. Continuou orando. Continuou realizando os cultos. E continuou acreditando que um dia aquelas cadeiras estariam cheias”, relembra o texto.

 

Origem: cultos em casas.

 

Culto e cerimônia

Santa Ceia

A primeira parte do culto ocorreu no templo alugado, com louvor, ministração da Santa Ceia do Senhor, batismo e profissão de fé de uma irmã chamada Luciana. Em seguida, os participantes foram ao local do novo templo, que estava preparado com cadeiras e uma tenda. No local, o culto prosseguiu em formato cerimonial, com pregação da Palavra de Deus, cânticos e a cerimônia de lançamento da pedra fundamental.

A cerimônia foi dirigida pelo pastor Marcos Kopeska Paraizo, pastor titular da IPI de Chapadão do Sul, com a participação do missionário Alexandro Júnior. O sermão ficou sob a responsabilidade do Rev. Wellington Camargo, secretário executivo da IPI do Brasil.

Encerrou-se o culto cantando “Pendão Real”, o hino oficial da IPI do Brasil.

Entre os convidados, estava o prefeito de Paraíso das Águas, Ivan Xixi e o representante da Câmara dos Vereadores, Donato Rezende.

Batismo da irmã Luciana

Entre os pioneiros presentes estavam Tereza Durão (seu esposo Samuel não pode ir por motivos de saúde), além de Fátima Silva e suas filhas, que tiveram participação importante nos primeiros passos da comunidade em Paraíso das Águas.

Também foram lembrados aqueles que não puderam participar da solenidade, mas que estiveram presentes no primeiro culto e fazem parte da história da igreja: Osiel Oliveira, Jeorgia Patrícia Bassan e Leonardo Corniani.

Depois da “doutrina dos apóstolos, da “comunhão” e das “orações”, o evento terminou com o “partir do pão”: um delicioso almoço foi servido a todos os presentes, proporcionando comunhão cristã e alegria abundante.

 

Tempo de oportunidades

Rev. Wellington Camargo, secretário executivo da IPI do Brasil, participa da cerimônia de lançamento da “pedra fundamental”.

Se no início de sua história em 2007, a congregação vivia num distrito com poucas perspectivas, hoje, essa não é mais a realidade. É tempo de oportunidades (ou podemos dizer que o “kairós” de Deus chegou).

Paraíso das Águas se tornou município em dezembro de 2009 e instalado administrativamente em 1º de janeiro de 2013. Atualmente, apresenta crescimento associado ao agronegócio, tanto populacional quanto em organização, estrutura e infraestrutura. Segundo o IBGE, a cidade tem 5.500 habitantes.

Em 2023, a Igreja Sede (IPI de Chapadão do Sul) adquiriu dois terrenos na cidade de Paraíso das Águas, com perspectivas de que a congregação se organize como igreja. Os terrenos foram pagos à vista e estão preparados para um grande templo. São localizados na parte nova da cidade, área para a qual se sinaliza maior crescimento.

Que se cumpra também, portanto, em Paraíso das Águas o que aconteceu em Jerusalém no primeiro século: “E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos” (At 2.47).

Que assim seja!

 

Tenda montada para a cerimônia da “pedra fundamental”

 

Da direita para esquerda (de quem olha): Rev. Wellington, irmã Fátima, Cibele e Sandra Durão (filhas da dona Tereza), dona Tereza Durão, Letícia e sua irmã Gabrielly (filhas da irmã Fátima).

 

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