“Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa” (João 15.11 – ARC)
Sim, eu perguntei à IA para que serve o Carnaval. E ela assim me respondeu:
“O Carnaval serve principalmente como um período de celebração cultural, social e econômica, marcando uma pausa para alegria e expressão popular antes da Quaresma no calendário cristão. Funciona como um momento de “despedida da carne” (carnis levale), permitindo o extravasamento, a subversão da ordem social e a valorização da cultura”.
A resposta politicamente correta da minha AI não diz tudo. É verdade que o Carnaval representa muito para a cultura brasileira. Os desfiles trazem narrativas visuais dos mais diversos assuntos – dos sérios aos inúteis. Também é razoável pensar no Carnaval como um momento de “extravasamento” do estresse acumulado. A psicologia explicaria que algumas pessoas vivenciam euforia, prazer e sensação de pertencimento, porque seus organismos liberam mais dopamina, endorfina e ocitocina. Há também um debate religioso e teológico cada vez mais intenso sobre se “o Carnaval é do diabo”. Circula na internet o depoimento de um bruxo dizendo que “cada ritmo do batuque evoca uma entidade demoníaca”. Alguns evangélicos entendem o Carnaval como uma oportunidade de evangelismo, mas outros o defendem como uma mera expressão cultural da humanidade.
O que o Carnaval revela
Sim, o Carnaval serve para algo. Sua força midiática e popular – quase que como uma religião – é útil para revelar a situação humana – não durante a folia, mas nos outros dias em que não há Carnaval. Assim como o desejo desenfreado por riqueza denuncia a miséria do descontentamento, o anseio por uma alegria utópica sem limites e sem realidade, traz à tona um coração triste e faminto.
Mas nada disso é novidade. Há muito tempo Jesus já havia dito aos seus discípulos que o ser humano tem uma alegria incompleta. Num diálogo fabuloso, ele convida os seus a se relacionarem com Ele de forma íntima e orgânica (como uma videira e seus ramos) por meio do amor e da obediência (Jo 15.10). A alegria seria fruto dessa relação – uma alegria que vem Dele, permanece em nós e completa nosso ser (Jo 15.11).
Nesses dias de folia, aproveite para sondar seu coração: o quanto ele está ligado à videira ao ponto de experimentar amor, obediência e alegria?
Nesses dias de folia, aproveite para sondar seu coração: o quanto ele está ligado à videira ao ponto de experimentar amor, obediência e alegria?
Mais do que defensores da “moral e dos bons costumes”, precisamos ser discípulos que amam a Deus, que fazem sua vontade e que, como consequência, vivem um sentimento de alegria como resultado natural de um estilo de vida santo em todos os dias do ano.
A busca por Deus é, na verdade, a busca pelo Amor. A busca por prazer também é, de certa forma, uma busca por amor. Mas o verdadeiro Amor é deixar-se dominar pelo sentimento de afeto, confiança e entrega – e isso só é possível a partir de um coração redimido e renovado por Jesus Cristo.
Eis o caminho para a experiência da alegria que dura muito mais do que um fim de semana prolongado.






