Padronização da numeração das reuniões da Assembleia Geral

Em sua última reunião de 2024, realizada em São Paulo em 22 de novembro, a Comissão Executiva da Assembleia Geral...

Em sua última reunião de 2024, realizada em São Paulo em 22 de novembro, a Comissão Executiva da Assembleia Geral (COMEX-AG) deliberou padronizar a numeração das reuniões de nosso concílio maior com vistas a facilitar a referência administrativa e dar melhor noção de conjunto à ordem histórica das reuniões.

No ano de 1999, o Supremo Concílio de nossa denominação, ao aprovar um novo texto constitucional (reunião extraordinária de 28 de janeiro, realizada em Campinas, SP), passou a intitular-se “Assembleia Geral”. A reunião subsequente do concílio, de caráter ordinário e que começou no dia seguinte, foi realizada já com a utilização do nome novo.       

 Sabemos que as igrejas presbiterianas ao redor do mundo, em termos gerais, assumem 4 níveis conciliares: o conselho (igreja local), o presbitério (conselhos de uma determinada região), o sínodo (presbitérios) e o concílio maior ou mais alto (todos os concílios da denominação). Este último tem recebido nomes diferentes nas denominações presbiterianas: “assembleia geral”, “sínodo geral”, “supremo concílio”, dentre outros.

Para ilustrar, lembremo-nos do caso de nossa denominação.  Em 1º de agosto de 1903, instalou-se o Presbitério Independente, compondo-se de pastores e presbíteros de igrejas locais; em 1908, constituiu-se o Sínodo Independente, jurisdicionando inicialmente 3 presbitérios: Leste, Oeste e Sul. Em 29 de janeiro de 1957, instalou-se o concílio de quarto nível, que adotou o nome de “Supremo Concílio”, como já o fizera a Igreja Presbiteriana do Brasil em 1937. 

Na reunião ordinária iniciada em 29 de janeiro de 1999, por força do novo texto constitucional, procedeu-se automaticamente a utilização do nome “Assembleia Geral”. Não se tratou de instalação de um novo concílio, mas apenas da alteração de nome. Aliás, “Assembleia Geral” é o termo utilizado historicamente por nossas igrejas-mães, as igrejas presbiterianas do norte e do sul dos Estados Unidos da América do Norte (“General Assembly”, em inglês). Ressalte-se que a Igreja Presbiteriana do Brasil também usou o nome “Assembleia Geral” de 1910 a 1942.

Consideremos a questão da numeração das reuniões de nossa Assembleia Geral. Tendo como base um minucioso levantamento das reuniões do concílio maior de nossa igreja – desde a instalação em 1957 até a última reunião realizada (julho/agosto de 2023) –, a Mesa da Assembleia Geral observou a existência de diferentes formas utilizadas para o registro e a contagem das mesmas ao longo desse período de mais de seis décadas.  Assim, encaminhou o levantamento para a Curadoria do Museu e Arquivo Histórico (MAH), a fim de que a mesma oferecesse um parecer baseado em aspectos históricos que pudesse ajudar no estabelecimento de um único padrão para a numeração e contagem das reuniões de nossa magna assembleia. Ressalte-se o competente trabalho efetuado pelo Rev. José Ilson Venâncio por solicitação da Mesa da Assembleia Geral (sendo ele funcionário muito experiente de nosso Escritório Central), que permitiu o desenvolvimento desse estudo posterior.

A Curadoria do MAH tratou de elaborar o parecer solicitado e o encaminhou em forma de proposta à COMEX-AG. Em sua reunião de 22 de novembro de 2024, a COMEX-AG aprovou a proposta em sua íntegra. 

Compartilhamos em seguida os principais aspectos observados no parecer da Curadoria do Museu e Arquivo Histórico, bem como a proposta que trouxe para a consideração da COMEX-AG: “Observamos que as referidas atas do Supremo Concílio/Assembleia Geral têm seguido diferentes padrões de enumeração, não permitindo de imediato que se tenha ideia do número total de reuniões realizadas, inviabilizando constatar-se nesse mesmo olhar a longevidade de nossa Assembleia Geral. Ademais, há diferentes formas de contar e diferentes maneiras de se referir às reuniões, conforme revela o levantamento do Rev. José Ilson, o que implica em falta de harmonia desses importantíssimos registros no que se refere ao tema em tela. (…) O levantamento nos dá a oportunidade de resgatar algumas questões muito valiosas para nosso controle administrativo e mesmo para a memória histórica da IPI do Brasil. Constatamos que nosso concílio maior, no período de 1957 a 1999, sob o nome de “Supremo Concílio”, realizou 33 reuniões, entre assembleias ordinárias e extraordinárias. Verificamos também que, sob o título de “Assembleia Geral”, realizou outras 28 reuniões, entre ordinárias e extraordinárias. Somando-se as reuniões sob os dois nomes, temos 61 reuniões de nosso concílio maior ao longo de seus 67 anos de existência. Isso posto, vimos considerar, a bem do melhor e mais informativo registro, assim como a bem da memória histórica de nossos concílios, a adoção de uma numeração padronizada para as nossas reuniões conciliares de quarto nível, considerando que o Supremo Concílio e a Assembleia Geral são o mesmo concílio. Necessário, portanto, que a numeração das reuniões realizadas desde 1957, quando da instalação de nosso concílio de quarto nível, seja efetuada e considerada ordinariamente, a despeito da mudança de nome ocorrida em janeiro de 1999. Assim, trazemos a seguinte Proposta, em consonância com a Diretoria da Igreja: Que seja adotada a partir desta data, para efeito de registro formal e de referência e menção oficial, a enumeração padrão advinda da soma de reuniões ordinárias e extraordinárias do nosso concílio maior, sob os nomes de “Supremo Concílio” e “Assembleia Geral”, até aqui em número de 61 reuniões, enunciando-se a futura próxima reunião como a “sexagésima-segunda” (62ª), obrigatoriamente prosseguindo essa enumeração de forma consecutiva, independentemente da natureza da reunião (ordinária ou extraordinária).”

O parecer da Curadoria propôs também que o mesmo tipo de levantamento e de padronização fossem estendidos para as reuniões do “Presbitério Independente” (1903-1908) e do “Sínodo Independente” (1908-1957), o que facilitará a citação das mesmas em futuras referências de ordem administrativa e histórica. 

Foto de Rev. Éber Ferreira Silveira Lima

Rev. Éber Ferreira Silveira Lima

Curador do Museu e Arquivo Histórico “Rev. Vicente Themudo Lessa” da IPI do Brasil e pastor da IPI do Cambuci, São Paulo, SP

Compartilhe este conteúdo. 

Uma resposta

Conteúdo Geral

Notícias Relacionadas

Categorias

Seções

Artigos por Edições

Artigos mais populares

Não Existem mais Posts para Exibir
plugins premium WordPress
Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência possível para o usuário. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajuda a nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.