A Páscoa nasce de uma oração

A oração se torna o combustível que move homens e mulheres a clamar por uma intervenção divina diante de uma realidade de escravidão

 

Quando falamos sobre a Páscoa, estamos diante de um dos maiores temas da Bíblia.

A Páscoa liga o Antigo com o Novo Testamento. Ela conecta as histórias dos grandes líderes – de José e seu pai Jacó/Israel, seguido por um lapso de 430 anos até o surgimento de Moisés. A Páscoa tem seus ecos no ministério de Jesus, que a celebrou por três ocasiões em Jerusalém – na última, Jesus traz um novo sentido para ela: a Páscoa como libertação da morte e do pecado, e o estabelecer da vida eterna com a sua ressurreição de Jesus.

 

A Páscoa nasce de uma oração

Considerando tudo, ao olhamos o começo desta maravilhosa história, o que encontramos? Uma oração! Coletiva, concordante e recorrente. Vejamos o que diz o texto bíblico, datado de 1502 a.C. (segundo a Bíblia em Ordem Cronológica):

“Muito tempo depois, morreu o rei do Egito. Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus. 24. Ouviu Deus o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó. 25 Deus olhou para os israelitas e viu a situação deles” (Êxodo 2.23).

Veja como este texto é precioso quando chama a atenção para uma oração que nasce de uma dor coletiva de muito tempo e que agora poderia selar o fim deste povo. Mas Deus ouve a oração! Deus ouve uma oração feita a partir de uma realidade comum, de um sofrimento coletivo e de uma impossibilidade de alteração desta realidade.

 

Deus ouve uma oração feita a partir de uma realidade comum, de um sofrimento coletivo e de uma impossibilidade de alteração desta realidade.

 

A oração se torna o combustível que move homens e mulheres a clamar por uma intervenção divina, pois, ao olhar para sua realidade de escravidão, sem uma liderança forte, sem esperança, como poderiam transformar esta realidade?

Este povo só poderia orar!

 

A oração gera unidade e torna o impossível possível

A oração gera um sentimento de unidade: oramos pelos mesmos objetivos. A oração gera esperança: Deus pode fazer algo. A oração abre o coração para o agir de Deus na história. E assim Deus fez.

No texto de Êxodo 12, por volta do ano de 1.462 a.C. (segundo a Bíblia em Ordem Cronológica), 40 anos após os clamores, o próprio Deus está à porta de uma resposta cabal para o sofrimento. Já temos um líder: Moisés. Já temos uma proposta de Deus: transformar escravos – israelitas e de outras nações – em um povo só, com a marca da Presença de Deus na sua história em construção. Então os escravos são libertos. Vários povos e clãs tornam-se uma só nação. Um ajuntamento de experiências espirituais vive agora a presença de Deus na nuvem e na coluna de fogo.

Então a Oração + Páscoa é a possibilidade em meio aos impossíveis. Impossível um ajuntamento de escravos tornar-se um povo. É impossível tais escravos experimentarem a liberdade. Impossível diversas experiências religiosas se dobrarem ao Senhor que se revela em meio ao sofrimento que Ele viu, ouviu, desceu e se manifestou poderosamente para libertá-los e transformar a sua realidade.

Desafios

A Páscoa e a Oração se juntam para nos trazer desafios:

  1. A Páscoa nos traz a realidade da libertação, seja ela espiritual, vícios, emocional e da morte. Em Cristo Jesus trazemos estas bençãos para nossa vida. Você e eu somos desafiados a orar e pragar a libertação em Cristo Jesus para os que estão aprisionados.
  2. “A oração do justo pode muito em sua eficácia”. Assim cremos e vivemos a clamar por nós e a interceder por aqueles que não podem e ou não querem orar. A oração alinha o meu coração ao do Senhor – mesmo que muitas vezes não o conheça com profundidade, porque Ele vem, vê, ouve, desce para trazer libertação da morte e de todo o sistema que gera a falência de propósitos, morte física e morte espiritual. Ele nos dá a vida eterna em Jesus. Mas é claro que eu e você conhecemos pessoas ao nosso redor que necessitam de nossa intercessão e nosso clamor por suas vidas.

O desafio é para que, pela fé, possamos clamar por libertação pelos que estão sofrendo e não conseguem ver a solução: Jesus Cristo, nossa Páscoa.

Eu creio que Páscoa e a prática da oração tem tudo a ver!

E você o que acha?

 

Movimento Nacional de Oração (MNO):

E-mail: oracao@ipib.org
Cel: (18) 99621-5773 (Rev Juliano Lopes)

 

Série “O Mosaico da Páscoa”

Este artigo faz parte da série “O Mosaico da Páscoa” do portal O Estandarte. A série reúne artigos de diversos líderes da IPI do Brasil, trazendo luz a diferentes aspectos da Páscoa para a Igreja hoje. Queremos criar uma jornada ampla de compreensão e aplicação do Evangelho para que, então, possamos celebrar, não apenas um ou dois aspectos da mensagem pascal, mas toda a revelação de Cristo para o povo de Deus nos tempos atuais.

 

 

Imagem do topo: Pixabay
Foto de Rev. Juliano Sanchez Lopes

Rev. Juliano Sanchez Lopes

Casado com a Márcia Pacheco Lopes, pai do Joaquim e Juliana Pacheco Lopes, pastor da IPI Central desde 2020. Coordenador do Movimento Nacional de Oração (MNO). Autor do livro “O Discipulado Missionário de Jesus”.

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