A segunda milha

Ao cristão exige-se mais. Ele não pode ser igual aos outros. Cristo fez questão de, sem medo, expor o contrário do que era natural para a época e...

Ao cristão exige-se mais. Ele não pode ser igual aos outros. Cristo fez questão de, sem medo, expor o contrário do que era natural para a época e também pra os dias de hoje.  Com coragem ele disse: “Melhor é dar do que receber”; “Quem quiser ser o primeiro, que seja o último”; “Se alguém lhe bater numa face, dá-lhe a outra”; “Qualquer que te obrigar caminhar uma milha, vai com ele duas”.

Os historiadores atribuem a Ciro, rei da Pérsia, a exigência desta obrigação. A Bíblia informa outras atitudes que ele tomou, permitindo que o povo judeu voltasse do exílio e facilitando a construção do templo. 

Esta lei trata do transporte de cargas oficiais. Por ela, todos os carros, barcos e pessoas ficavam à disposição do reino e do rei o quanto necessário. 

Se um estafeta, transportando o correio, adoecia ou qualquer outro problema, ele gritava à primeira pessoa: “Serviço do reino, leva esta carga!” E a pessoa era obrigada a transportá-la por uma milha, passando-a para os outros. 

Às vezes, uma aldeia inteira era mobilizada. Os romanos a praticavam. Isto acontecia até mesmo no transporte da cruz. 

Uma milha romana equivalia a mil passos ou 1478 metros.

A primeira milha era compulsória, mas a segunda espontânea, revelando a plenitude do espírito cristão.

Um estudioso deste costume afirma que andar a primeira milha é muito bom, mas não é o ideal, pois aí o cristão fica no mesmo nível comum das pessoas, e essa posição é um fracasso porque desaparecerá no turbilhão de pessoas iguais a si mesmo.

Não se trata de praticar uma série de atos virtuosos, mas de criar dentro de si uma atitude, um clima. Não é um agir, mas um ser.

Este novo modo de ser supõe uma série de “atos de agir”, mas esta série de atos não são suficientes para produzir esta atitude. 

Os atos são condições, mas não são a causa desta nova atitude. São necessários, mas não são suficientes para criar esta nova criatura em Cristo.

Ninguém pode merecer causar graça, pois, se assim fosse, ela não seria graça, que é de graça. 

Tudo o que é merecido é pequeno; o que é da graça é grande. Por isto, Jesus foi muito claro: “Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”.

Os escribas eram os mestres da lei: copiavam as escrituras, os contratos, os registros. Eram os diplomatas. 

Os fariseus exageravam na fé ortodoxa, meticulosos nas ações exteriores, como lavar as mãos, por exemplo.

Sobre estes “exemplos” de autoridade espiritual Jesus assim pronunciou: “Hipócritas; devoram as casas das viúvas; tornam os prosélitos piores do que vocês; filhos do inferno; insensatos; limpam o exterior do corpo e do prato, mas por dentro rapinas e intemperanças. Sepulcros caiados; serpentes; raça de víboras, matadores de profetas”.

Foto de Rev. Gerson Moraes de Araújo

Rev. Gerson Moraes de Araújo

Capelão do Hospital Evangélico de Londrina, PR

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