Promovida pela 2ª Igreja Presbiteriana Independente de Maringá (2 IPI), a segunda edição da Corrida das Nações aconteceu na noite do último sábado (06/06) em Maringá, reunindo esporte, integração cultural e conscientização sobre a realidade de migrantes e refugiados. A iniciativa mobilizou mais de 1.500 corredores nas diferentes modalidades (crianças, jovens e adultos). Além da pista, o evento contou com um espaço de entretenimento chamado Arena das Nações. Estima-se que 2 mil pessoas (tanto de Maringá quanto de cidades vizinhas) transitaram por lá.
A iniciativa integra as ações alusivas ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, e busca ampliar o conhecimento da população sobre os desafios enfrentados por pessoas em situação de deslocamento forçado.

Fé e acolhimento
A corrida nasceu da convicção de que a fé em Cristo nos ensina muito sobre como acolher as pessoas – especialmente, as mais vulneráveis. “Nosso propósito com a corrida é mostrar que eles têm voz e que são vistos”, afirma o Rev. Denis Vicentin, pastor titular da 2ª IPI de Maringá.
“A corrida tem muita relação com a espiritualidade. O esporte tem um poder de atração e de conexão muito grande. Tem em si características de melhoramento do ser humano. Além disso tudo, acreditamos que a vida cristã precisa ser recuperada para o que é encarnado; sair de um ‘evangelho do sexo dos anjos’ e ir para o evangelho da vida na prática”, ressalta ele.
“Estamos num momento muito complicado, vivenciando a maior migração da história – e isso está acontecendo, entre outras coisas, por causa da intolerância. Por isso, nós estamos estimulando a sensibilidade das pessoas, incluindo crianças, jovens e adultos; brasileiros e não brasileiros. Eu até evito usar os termos ‘migrantes’ e ‘refugiados’ porque, no final, são pessoas – que chegam de um outro lugar, mas são pessoas. A Corrida das Nações é um movimento contrário ao que a sociedade pratica, mas é um movimento necessário”, explica Rev. Erick Peres, coordenador da Corrida das Nações.
Corrida para todas as idades
A programação esportiva incluiu provas de 10 km e 5 km, caminhada familiar de 3 km e corridas destinadas exclusivamente a crianças e adolescentes.
Todos os participantes receberam medalha de participação, enquanto os melhores colocados foram premiados com troféus. A estrutura contou com equipe médica de prontidão, pontos de hidratação e esquema de segurança ao longo de todo o percurso.
Os 100 primeiros inscritos ganharam literatura cristã, como o Novo Testamento “Tudo Se Fez Novo”, publicado pela IPI do Brasil, e uma seleção de histórias bíblicas sobre imigrantes e refugiados, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.
Arena das Nações celebrou diversidade cultural
Antes e durante a corrida, a Arena das Nações ofereceu ao público uma programação multicultural com gastronomia, música, apresentações artísticas e experiências voltadas à valorização da diversidade presente em Maringá.
Entre as atrações culturais, o público assistiu a apresentações de artistas da Venezuela, Ucrânia e Nigéria.

O espaço contou ainda com área infantil equipada com brinquedos infláveis, exposição de uma réplica do carro de Fórmula 1 de Ayrton Senna, tratores gigantes, ações interativas para corredores, painel fotográfico apresentado pela Lausen e espaços destinados às assessorias esportivas.
A gastronomia será um dos destaques do evento, reunindo opções tradicionais de food trucks, algodão doce, picolés e pratos típicos internacionais, como a tradicional arepa dourada venezuelana.
A entrada na Arena das Nações foi gratuita e aberta a toda a comunidade, inclusive para quem não estava inscrito na corrida.

Recursos destinados à integração de migrantes e refugiados
Toda a arrecadação obtida com as inscrições foi destinada à construção do Centro Cultural das Nações, projeto do Instituto Sendas que terá como objetivo promover a integração social, cultural e comunitária de famílias migrantes e refugiadas recém-chegadas a Maringá.
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Veja fotos e vídeos da Corrida das Nações no Instagram @corridadasnacoes2ipi







